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O mito e a imagem

Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida. O mito da cabra, símbolo da vitalidade, do animal que dá o leite e que alimenta, é a natureza que tudo dá em abundância. Por sua natureza animal, é persistente, suporta as florestas e não costuma desistir antes de atingir seus objetivos. A figura mitológica meio bode, meio peixe, simboliza o ambiente interior, marinho, sereno, que se fortalece e se exterioriza no ambiente das montanhas. É o encontro da profundidade com a altura, simbolizando a perseverante subida em direção à Luz.
(baseado em texto de Ângela Brainer)





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Sábado, Julho 31



Falando mal do amor

Hoje, eu estou querendo achar defeito, todo mundo gosta de fofocar, estou mentindo? Falar mal de alguém é realmente muito bom, então, pra que ninguém nos censure, então não vamos falar de ninguém, mas de algo, e, diga-se de passagem, que trabalhão vai ser pra achar defeito nesse sentimento tão sublime, o amor. De antemão já digo que, apesar de qualquer defeito que se possa achar nele, não se pode viver em sua ausência.
Que tal começar chamando de brega? Ah, isso é! Prova disso é só dizer que algumas das mais bonitas músicas de amor já foram consideradas bregas ao menos uma vez, como "Sozinho", "Amor, I love you" e "Você não me ensinou a te esquecer".
Outro defeito? Vamos lá: ridículo, assim como disse Álvares de Azevedo, "As cartas de amor são ridículas, bem como quem as escrevem e o amor que as inspiram".
Tem mais? Então me ajuda!

Teimado por: G.H.





Sexta-feira, Julho 30





A VIDA COMO ELA É...
E COMO PODEMOS FAZÊ-LA SER!


Acho que estou mesmo ficando mais madura em relação aos meus desejos, meus anseios e ideiais de vida. Antigamente qualquer coisa que me contrariasse era motivo pra muita briga, murro em ponta de faca, questionamentos mis... Agora vejo e sinto as coisas de um jeito diferente... Devo muito disso à terapia, é verdade, mas justo este mês, em que minha terapeuta está de férias, percebo que já ando pelas minhas próprias pernas de "gente grande", minha ansiedade, mesmo diante de fatos que podem mudar o rumo da minha vida se atenua pelos motivos que vou achando pra "me fazer" feliz. Aprendi que minha felicidade não pode, nem deve depender de ninguém a não ser de mim própria. E isso não quer dizer ser egoísta ou primar pelo egocentrismo, mas não delegar aos outros a responsabilidade pelo meu bom humor, meu alto astral, o meu sorriso. Já fiz isso algumas vezes durante relações amorosas, acreditando que se estava tudo bem entre nós, então a vida estava bem. E aprendi, duramente que não é assim, porque quando o outro vai embora, precisamos estar inteiros, ainda que tristes, para prosseguir. A gente não pode cobrar ninguém por algo que é nossa obrigação correr atrás. E a felicidade é assim. A gente a constrói dia-a-dia, dentro de nós... E se "o outro" quiser e souber compartilhar disso, tanto melhor. Porque viver sozinho "ninguém merece"! :o) Bom fim de semana a todos!

Teimado por: CoRa





Quinta-feira, Julho 29



Sonhos...

Quem nunca se interessou por livros que traduzem sonhos? Eu já...
Nunca acreditei piamente no que eles falam, mas é engraçado ler aquilo e ficar pensando, depois, eu sonhei com tal coisa e o livro me diz algo que nem faço idéia de como tenha relação com o que sonhei...

Sempre fui conhecida pelos meus sonhos entre os mais chegados... Sou irreverente até nisso... Sonho coisas que não fazem sentido pra maioria (nem pra mim mesma) e que traz um mundo que nunca pensei em viver, algo que às vezes pode ser sombrio, outras podem tipo Mundo de Óz e outras, ainda, nem sei do cenário, só sei que corro, vôo como se fosse Homem Aranha, Batman e essas coisas...
Se sempre acho legal isso? Não... A verdade é que muitas vezes tento entender o por que essas coisas acontecem e não gosto quando não entendo algo...

Tenho um livro de sonhos que ganhei de uma ex prima (longa história) que é mal. Tudo que tu procura significado nele tem ao menos uma conotação negativa. Sempre fico falando em comprar outro, mas livros realmente são coisas que dificilmente compro, embora ame letras que grudadinhas fazem significado.
Certa vez achei um site na internet que falava sobre isso, entretanto, perdi o site e nunca mais procurei...
Hoje, quando quero saber o que pode significar minha loucuras, converso com ele que faz um estudo pseudo psicológico sobre tudo e me deixa ainda mais confusa.

Existe um sonho que repete-se desde que eu era menor...
Meu pai e eu andávamos de bicicleta e acabamos entrando numa caverna (!) e lá dentro (!) tinha um homem com uma faca (!) que mata meu pai.
Toda vez que sonho isso sinto como se a facada fosse em mim e acordo sem ar e com o choro engasgado...

Ultimamente não tenho sonhado, coisa estranha de acontecer na minha vida. Rúbia e sonho são coisas que se interligam e que fazem sentido juntas como poucas coisas fazem, mas os sonhos sumiram do meu mundo real e quando aparecem são de uma forma picada, ou seja, poucas lembranças sobre o todo e que já não fazia sentido, faz menos ainda.

Bom, é isso.
Contar sobre minha intimidade (e sonhos são coisas íntimas) é algo que dificilmente faço com tanta facilidade, entretanto, hoje amanheci curiosa pra saber se nesse mundo todo que me lê somente eu sou de ter sonhos malucos... Tira minha curiosidade? O que tem sonhado?

Um beijo grande e até semana que vem.

Teimado por: Rubia Padilha





Quarta-feira, Julho 28



o que ensinar?


Como está o céu hoje? Tudo escuro ainda e o despertador a berrar a chegada de um novo dia, tudo que desejava era mais uma hora de sono. Banho gelado, colocar a roupa separada no dia anterior, um ônibus e dou de cara com um mundo que ainda se espreguiça.

Chego ao meu destino final sem estresses e ainda pensando no fim de semana que vai longe, passado. Arrumar a sala, ainda tenho tempo de ir a janela e ver um dos gêmeos acenando alegremente. Num minuto a sala está cheia e um aluno novo adentra o recinto. Ele não chora agora, mas chorará uma hora depois e gritos desesperados clamará pela mãe. Daqui a pouco ele chorará novamente e sua amiguinha abraça-se a mim, as lágrimas correm ao ver que nada pode fazer pelo seu amiguinho, solidariedade.

O que ensinar a este menino além de que a mãe estará aqui, na hora da saída. Ele ainda não sabe, mas até o próximo fim de semana ele já estará acostumado. Sentirá falta da mãe, porém controlará as lágrimas, "ela estará me esperando na saída". É esta lições das mais importantes, esperar. E o dia continua entre choros até o sono da tarde e o grito alucinante que eu queria dar, "eu quero..." A tua mãe vem logo, o que desejo é um passado perdido ontem a tarde, definitivamente. Ele recebe colo (o meu), rabisca o meu caderno de anotações e eu rabisco aqui, tentamos nos distrair. Alguém o separa de mim, "não é mimando que ele vai aprender..." Um pouco de mimo não faz mal, eu tô precisando tanto...

Teimado por: Dulce





Terça-feira, Julho 27



A História de Feio

Todos no prédio de apartamentos onde eu morava sabiam quem era o Feio.

Feio era o gato vira-lata do bairro.

Feio adorava três coisas neste mundo: brigas, comer lixo e, digamos, amor.

A combinação destas três coisas adicionada à uma vida nas ruas tinham causado danos em Feio.

Para começar, ele só tinha um olho, e no lugar onde deveria estar o outro olho, havia um buraco fundo. Ele também havia perdido a orelha do mesmo lado, e seu pé esquerdo parecia ter sido quebrado gravemente no passado, o osso curvara num ângulo estranho, fazendo com que ele sempre parecesse estar virando a esquina. Feio havia perdido a cauda há muito tempo e restava apenas um toco grosso de cauda, que ele sempre girava e torcia.

Todos que viam Feio tinham a mesma reação:

- Mas que gato feio!!

As crianças eram alertadas para não tocarem nele.

Os adultos atiravam pedras nele, jogavam-lhe água com a mangueira para espantá-lo, enxotavam-no quando ele tentava entrar em suas casas, ou prensavam suas patas na porta quando ele insistia em entrar.

Feio sempre tinha a mesma reação.

Se você jogasse água nele com a mangueira, ele não saía do lugar, ficava ali sendo ensopado até que você desistisse.

Se você atirasse coisas nele, ele enroscava seu corpinho magricela aos seus pés, pedindo perdão.

Sempre que via crianças, ele surgia correndo, miando desesperadamente e esfregando a cabeça em todas as mãos, implorando por amor.

Quando eu o apanhava no colo, ele imediatamente começava a sugar minha blusa, orelhas, ou o que encontrasse pela frente.

Um dia, Feio quis dividir seu amor com os cachorros "huskies" do vizinho.

Eles não eram amistosos e Feio foi ferido gravemente.

Do meu apartamento, eu ouvi seus gritos e corri para tentar ajudá-lo.

Na hora em que cheguei onde ele estava caído, parecia que a triste vida de Feio estava se esvaindo...

Feio estava caído em uma poça, suas pernas traseiras e suas costas estavam totalmente disformes, um corte fundo na listra branca de seu pêlo atravessava seu peito.

Quando eu o apanhei e tentei levá-lo para casa, ele fungava e engasgava, podia senti-lo lutando para respirar.

Acho que o estou machucando muito! Eu pensei.

Então, eu senti a sensação familiar de Feio chupando minha orelha, em meio à tamanha dor, sofrendo e obviamente morrendo,

Feio estava tentando sugar minha orelha.

Eu o puxei para perto de mim e ele esfregou a cabeça na palma da minha mão, olhou-me com seu único olho dourado e começou a ronronar.

Mesmo sentindo tanta dor, aquele gatinho feio, cheio de cicatrizes de suas batalhas, estava pedindo um pouco de carinho, talvez alguma comiseração.

Naquele instante, achava que Feio era o gato mais lindo e adorável que eu já tinha visto.

Em nenhum momento, ele tentou me arranhar ou morder, nem mesmo tentou fugir de mim, ou rebelou-se de alguma maneira.

Feio apenas olhava para mim, confiando completamente que eu aliviaria sua dor.

Feio morreu em meus braços antes que eu entrasse em meu apartamento.

Eu me sentei e fiquei abraçada com ele por muito tempo, pensando sobre como este gato vira-lata deformado e coberto de cicatrizes havia mudado minha opinião sobre o que significava a genuína pureza de espírito e sobre como amar incondicionalmente.

Feio me ensinara mais sobre doação e compaixão do que qualquer ser humano. E eu sempre lhe serei grata por isto.

Chegara a hora de eu seguir em frente e aprender a amar verdadeira e incondicionalmente.

Chegara a hora de dar meu amor para aqueles que me eram caros, mesmo que meus olhos nunca tivessem visto nenhum deles..

As pessoas acham mais fácil e mais prazeroso amar o belo, o perfeito, sem notarem que os feios, os tortos, os mancos, enfim os deformados sejam de corpos, mentes ou almas também podem e merecem ser amados. Se vocês pudessem avaliar ou sentir como é quente e gostoso o abraço de alguém feio e antipático, de alguém deformado e que foge às regras e padrões de beleza...

Se vocês se permitissem essa sensação, talvez entenderiam e veriam os tantos "gatos feios" que a vida lhes coloca diante dos seus olhos todos os dias e vocês se negam a enxergá-los...

Muitas pessoas querem ser influentes, querem acumular dinheiro, querem ser bem- sucedidas, queridas, simpáticas ou belas..

Quanto à mim, eu sempre tentarei ser como o Feio...

Passarei minha vida pedindo amor, esperando pelo seu carinho, contando com sua compreensão e pacientemente aguardando o dia de ser devorada pelos "Huskies"... Se tiver sorte, terei alguém que me pegue no colo e me faça um carinho antes do meu último suspiro..

Neste mundo cheio de intolerâncias, devemos espalhar mais respeito aos demais seres viventes, sejam eles da mesma raça, mesma religião, mesma etnia que nós ou não, sejam feios ou bonitos aos nossos olhos tão desacostumados a ver, ou nossos ouvidos, que ainda não aprenderam a ouvir a real mensagem de DEUS.

Amiguinho Gato


Teimado por: Vipol BR





Sábado, Julho 24





Biblioteca

Passei horas naquela biblioteca procurando um livro do qual precisava, mas, vez ou outra, eu me esquecia que estava ali a estudo e lia poemas e trechos de romances e, em todos eles, encontrava uma lembrança de uma menina do passado:
Na estante de esoterismo, me deparei com um livro sobre anjos que tinha na capa uma menina de rosto leve e corpo desnudo que me lembrou como aquela menina era bonita e como era doce o jeito dela agir e beijar.
Passei pela parte proibida a menores, são raros os livros assim, mas os encontrei. "As Cem Melhores Histórias Eróticas do Século", era isso ou algo assim o livro que ao ler um pedaço me lembrou como você sabia ser quente na cama, mas passei reto já que não fica bem estar excitado em uma biblioteca.
Passando pela prateleira de literatura inglesa, encontro um dos romances de Agatha Christie, de quem sempre fui fã. "A Mulher diabólica" era o título que eu acabava de encontrar. A história contava vários acontecimentos estranhos dentro de um hotel que tinham como mandante uma mulher fria e calculista. O olhar da mulher desenhada na capa me lembrou do seu olhar de desdém quando já não me desejava mais.
Passei pela área de poesia e lá me deliciei com alguns Vinícius de Moraes e Álvares de Azevedo. "De tudo ao meu amor serei atento..." - (Por que não me esqueço dela?). "As cartas de amor são ridículas..." - (Nossa! Mas quantas cartas escrevi pra ela!, e todas ridículas, claro, como todas as de um apaixonado).
Ah! O livro que eu estava procurando! "Não-sei-o-quê de Economês". Trabalho feito. Obrigado biblioteca pelas lembranças...

- Quem não tem um poema, uma frase ou um livro que lembra alguém? Qual o seu?

Teimado por: G.H.





Quinta-feira, Julho 22






Aqui no Brasil, o Instituto Neo Mama, está iniciando um projeto que é "Campanha da Mamografia Digital Gratuita", é isso mesmo, gratuitamente já oferecemos o que há de melhor em tecnologia de mamografia, mas queremos aumentar a quantidade mensal.

Convido a você visitar o site, clicar no botão da campanha e principalmente ler todo o conteúdo, para saber como funciona, as fases de atendimento, enfim saber como é o projeto que ajuda as mulheres BRASILEIRAS.



Teimado por: Rubia Padilha





Quarta-feira, Julho 21



idade madura


As lições da infância
desaprendidas na idade madura.
Já não quero palavras, nem delas careço.
Tenho todos os elementos
Ao alcance do braço.
Todas as frutas
e consentimentos.
Nenhum desejo débil.
Nem mesmo sinto falta
do que me completa e é quase sempre melancólico.
Estou solto no mundo largo.
Lúcido cavalo
com substância de anjo
circula através de mim.
Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios,
Absorvo epopéia e carne,
bebo tudo,
desfaço tudo,
torno a criar, a esquecer-me:
Durmo agora, recomeço ontem.

De longe, vieram chamar-me.
Havia fogo na mata.
Nada pude fazer,
nem tinha vontade.
Toda a água que possuía
irrigava jardins particulares
De atletas retirados, freiras surdas, funcionários demitidos.

Nisso, vieram os pássaros,
rubros sufocados, sem canto,
e pousaram a esmo.
Todos se transformaram em pedra.
Já não sinto piedade.

Antes de mim outros poetas,
depois de mim outros e outros
estão cantando a morte e a prisão.
Moças fatigadas se entregam, soldados se matam
No centro da cidade vencida.
Resisto e penso
numa terra enfim despojada de plantas inúteis,
num país extraordinariamente, nu e terno,
qualquer coisa de melodioso,
não obstante mudo,
além dos desertos onde passam tropas, dos morros
onde alguém colocou bandeiras com enigmas,
e resolvo embriagar-me.

Já não dirão que estou resignado
e perdi os melhores dias.
Dentro de mim, bem no fundo,
Há reservas colossais de tempo,
Futuro, pós-futuro, pretérito,
Há domingos, regatas, procissões,
Há mitos proletários, condutos subterrâneos,
Janelas em febre, massas da água salgada, meditação e sarcasmo.

Ninguém me fará calar, gritarei sempre
que se abafe um prazer, apontarei os desanimados,
negociarei em voz baixa com os conspiradores,
transmitirei recados que não se ousa dar nem receber,
serei, no circo, o palhaço,
serei, médico, faca de pão, remédio, toalha,
serei bonde, barco, loja de calçados, igreja, enxovia,
serei as coisas mais ordinárias e humanas, e também as excepcionais:
tudo depende da hora
e de certa inclinação feérica,
viva em mim qual um inseto.

Idade madura em olhos, receitas e pés, ela me invade
com sua maré de ciências afinal superadas.
Posso desprezar ou querer os institutos, as lendas,
descobri na pele certos sinais que aos vinte anos não via.

Eles dizem o caminho,
embora também se acovardem
em face a tanta claridade roubada ao tempo.
Mas eu sigo, cada vez menos solitário,
em ruas extremamente dispersas,
transito no canto homem ou da máquina que roda,
aborreço-me de tanta riqueza, jogo-a toda por um número de casa,
e ganho.
Carlos Drummond de Andrade

O poema representa um pouco Saturno, o planetinha Deus do Tempo, que está sendo analisando, revirado. No dia em que desvendarem Saturno, talvez cheguem ao mistério capricorniano (Saturno é regente de nós, cabras). Alguém acha que a NASA consegue?

Teimado por: Dulce





Terça-feira, Julho 20





Anoitece...

Sempre que anoitece
Minha lua se envaidece
E cai aos prantos por saber
Que tua beleza enaltece
O mais incrédulo ser

Toda vez que anoitece
Você, lua, sempre esquece
Que sou apenas uma pobre doente
Ansiando como remédio
teus lábios doces e quentes

Cada vez que anoitece
Sou uma loba à tua procura
Te desejando em loucura
Esse cheiro teu me enlouquece

Quando, cansada, anoitece
Meu peito se enche do ardor
Minha alma chora de amor
Meu corpo, enfim, adormece...
(Fabiana Monteiro)

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Feliz Dia do Amigo!!!



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Milhões de desculpas pela ausência... estava sem placa de fax/modem... aloprei e instalei o velox... vamos ver se agora a coisa vai de uma vez...

Teimado por: Vipol BR





Sábado, Julho 17



Uma carta

Mário, de pijama, escrevia uma carta no computador quando o telefone tocou. Ele deixou que o telefone tocasse até que quem estivesse do outro lado desistisse e tentou voltar a escrever, já que tinha que terminar logo aquela carta. Até então, ele tinha escrito o seguinte: "Prezada Carla, eu não sei direito como lhe dizer isso, mas eu vou tentar. Olhe, apesar de tudo, de saber que você é uma pessoa maravilhosa e tudo o mais..." e parou por aí, não sabia como continuar depois que o toque do telefone o desconcentrou. Ele, o Mário, era assim, qualquer coisa o desconcentrava, qualquer barulho por menor que fosse. Tentou continuar escrevendo, mas não conseguiu.
Levantou-se, olhou pela janela, era cedo e o Sol ainda estava nascendo. Prestava atenção no nascer do Sol quando o telefone tocou novamente. Com raiva, Mário saiu da janela em direção ao telefone, tirou-o do gancho e desligou na cara do maldito ser que insistia em lhe desconcentrar. Agora, com o telefone desligado, ninguém poderia importuná-lo de novo. Voltou à janela para ver o Sol saindo de trás do horizonte e essa paisagem tão bonita fez pipocar novas frases e orações na cabeça de Mário que voltou ao computador para escrever.
"... Olhe, apesar de tudo, de saber que você é uma pessoa maravilhosa e tudo o mais, uma grande amiga que prezo tanto, eu tenho algumas coisas pra lhe dizer: mais que prezar a sua amizade, eu prezo também o seu jeito doce de falar, de gesticular, de se vestir e principalmente de sorrir com esses dentes lindos que Deus lhe deu. Prezo também o seu corpo de formas tão libidinosas e sensuais; prezo a sua boca carnuda, os seus olhos brilhantes, o seu rosto bonito. E ainda mais que tudo isso, prezo a distante possibilidade de ter a sua língua junto a minha e o meu corpo roçando no seu. Enfim, Carla, é tanta coisa que prezo em você que a nossa singela amizade é pouco demais para tudo isso e, portanto, acredito que manter essa amizade com esses desejos pouco inocentes seria errado, logo se você não quiser nada comigo, como sei que não quer, prefiro não ser nada seu a ser seu amigo. Carinhosamente, Mario".
-Terminei! - disse ele vibrando.
Depois de salvar, imprimiu a carta e a releu agora impressa. Mário gostou do que escreveu e pensou que nunca tinha escrito algo a tal nível. Com a carta em mãos, desligou o computador, se levantou e olhou o Sol, que já tinha nascido por completo, pela janela, agradecendo a ele em pensamento pela inspiração.
Quando ia procurar um envelope em uma das gavetas do criado-mudo, Mário se lembrou de religar o telefone. "Talvez fosse algo importante", pensou ele. Assim que o ligou, antes que se movesse pra procurar o envelope, o telefone tocou novamente e, dessa vez, Mário o atendeu:
- Alô?
- Mário?
- Sim.
- É a Carla, tudo bom?
- Er... Oi, tudo e você? - disse ele sem graça.
- Tudo bem também. Aconteceu alguma coisa, Mário? Faz meia-hora que estou tentando ligar aí e ninguém atende ou então o telefone está desligado.
- É que eu estava escrevendo uma carta e não queria ser interrompido, mas se eu soubesse que era você quem estava ligando eu teria atendido.
- E pra quem é essa carta?
- Quer mesmo saber?
- Claro, fale!
- Eu escrevi essa carta para você e já estava procurando um envelope para mandar.
- Mesmo? Então, leia aí para mim.
- Não, eu não tenho coragem.
- Por que não tem coragem? O conteúdo é pornográfico ou coisa assim? ¿ disse ela brincando.
- Não, é que...
- Então leia logo!
Ela acabou o convencendo e ele leu. Após a leitura, se manteve um silêncio que durou vários segundos até que Mário o cortasse:
- Faz tempo que eu estava querendo dizer tudo isso para você, mas como eu já falei, eu não tinha coragem e por isso escrevi a carta... Você não vai dizer nada?
- Ainda são seis e meia da manhã. Sabe por que eu liguei a essa hora para você, tão cedo?
- Por quê? - perguntou ele desconcertado.
- Porque eu gosto de ouvir a sua voz.
Outro silêncio se manteve até que ela dissesse:
- Você quer que eu vá para aí ou você vem?
- Deixa que eu vou - ele respondeu.

Teimado por: G.H.











FIM DE SEMANA

Quando a gente está tenso e no meio de muitos problemas, decisões a tomar... fim de semana parece um oásis; ou muito amor, muito beijo, muita eletricidade e fio terra... Ou simplesmente muita paz e relaxar. O ideal é um bocadinho de cada um! Deus me conceda...


Teimado por: CoRa





Quarta-feira, Julho 14



Estava eu a rodar dum lado a outro da cidade por diversos motivos e o tempo passou e não escrevi nada. Não, não pode ser. Está virando rotina decepcionar quem aqui vem cuidadosamente. Bom, eu vou postar um mini-conto meu, da minha alma. Quem adentrava o finado "Decifra" talvez lembre-se dele. Semana que vem eu volto com algo novo. Prometo.

eus ii


Ele fazia uma pergunta atrás da outra, questionava aquele mundo. Ela sentia toda a raiva contida naquela carta e queria ajudar, mas não sabia como. Ela tinha as mesmas questões sobre este mundo que a abandonara. Queria poder dizer: não fique assim, as coisas vão mudar. Mas se ela mesmo não acreditava nestas palavras. Não fique triste, coragem: por que não falava isso para si mesma nestas situações.

Pára um pouco e pensa com a mão levada ao peito. Ela era corajosa, só isso justificava tudo que ela fazia agora, um tipo de coragem que não dava para ensinar, aprendera com a infância. E relembra o passado. Agora eu tenho alguém. Será que tinha? Porque neste momento ele estava tão distante... Mas tinha uma espécie de certeza, feminina, que ele voltaria. Só podia rezar para que fosse em pouco tempo.

Clica reply e coloca a mão sobre o teclado, concentra-se nas palavras. Sabia que tinha que mentir, dizer todas aquelas coisas: não fique assim, triste; coragem, tudo vai mudar. Mesmo não acreditando nelas, era algo que deveria ser dito. O difícil é fazê-lo acreditar nela, mas ela sabia que conseguiria, sempre conseguira. Coragem, eu estou aqui te esperando, preciso de você; foi o que ela pensou, enquanto respondia.

Teimado por: Dulce





Sábado, Julho 10



Inevitavelmente, começo pedindo desculpas por não ter postado no último sábado por graves problemas pessoais que já estão resolvidos. Desculpas dadas, continuo o assunto que não foi terminado há duas semanas atrás: o Prazer dos Pecados. Hoje, vou falar sobre os dois pecados capitais que não citei no dia 26 de junho, a Ira e a Vingança que são, sem a menor dúvida, os pecados mais controversos e polêmicos quando se diz dos seus prazeres.
Que há prazer em irar-se e descontar essa ira em alguém, ah, isso lá é verdade, mas esse prazer é sobretaxado por um sentimento de culpa que nos foi imposto pela hipocrisia. Ter raiva é natural do ser humano e não deve ser escondida, pelo contrário, extravasada, aposto com você que isso vai te dar prazer.
O outro pecado do dia, a vingança, é injustamente tido como o prazer dos "sem-caráter' e dos vilões à moda Laura e Renato Mendes. "A vingança é um prato que se come frio", já diz o ditado, mas, me desculpem a pobre metáfora, quem não gosta de um bom sorvete de chocolate?

- Frase para refletir: "O pecado não existe, só existe o medo do prazer" - Eça de Queiros em "Os Maias".

Teimado por: G.H.





Sexta-feira, Julho 9





DESCOBRIR-SE !


Existe aventura mais emocionante e sincera
do que despir-se de todo e qualquer artifício
pra se auto-descobrir?
Existe viagem mais corajosa e às vezes dolorida
do que encarar os próprios defeitos, os medos,
as limitações?
Acho, honestamente, que não.
E cada pequena dor, vale a recompensa desse
parto de nós mesmos, saídos de dentro de nós.

Por isso Fernando Pessoa tão lindamente já dizia...
em seu Eros & Psiqué

Conta a Lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o seu Destino :
Ela dormindo encantada
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a Estrada.

E, se bem que seja obscuro,
Tudo pela estrada afora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde, em sonho, ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra a hera
E vê que
ele mesmo era
A Princesa que dormia...



Teimado por: CoRa





Quinta-feira, Julho 8



Para Viver Um Grande Amor

Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... - não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro - seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade - para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô - para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito - peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista - muito mais, muito mais que na modista! - para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs - comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto - pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente - e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia - para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que - que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada - para viver um grande amor.


Teimado por: Rubia Padilha





Quarta-feira, Julho 7



pergunta simples?


Perguntas simples são as mais difíceis de serem respondidas. Muitos falam isso, mas poucos dão conta desta verdade. Para mim, s'eu pensar, nunca responderia a pergunta, "como estás?". Então s'alguém perguntar, ouvirá em 99,999% dos casos, um "vou bem" o que nem sempre corresponde a realidade, mas é mais fácil de ser respondido, o bom é não pensar sobre o assunto.

Hoje por exemplo, se a pergunta fosse feita e eu a pensasse, passaria quinze minutos em um silêncio profundo e depois de muitas análises diria que fisicamente vou bem, sinto umas dores nas pernas provocadas pelas altas temperaturas. Também estou me sentindo pesada, mas estou acostumando com meu visual com uns quilos a mais. "E a vida?" Sei lá, anda confusa. Acordei disposta, mas um certo silêncio tem me feito sentir facilmente esquecível. Explico. O telefone continua silencioso; minha caixa de emails nunca andou tão parada, parece que ninguém lembra de mim.

S'eu fosse coerente a última frase do parágrafo acima seria total verdade, mas analisando calmamente porque todo comentário tem um sentido oculto chego a verdade. Na verdade o telefone toca na freqüência de sempre e minha caixa de email tem a quantidade de emails que sempre teve. Não estou sendo justa. O problema é uma pessoa que não telefone ou manda email. Isso tem me deixado em dúvidas apesar de saber que esta falta tem um sentido bastante coerente e explicável. Infelizmente não acredito na coerência quando incoerente estou.

Viu, como uma pergunta simples pode suscitar uma confusão se pensada (até um pequeno texto). E olha que nem falei sobre como estou na totalidade, porque isso poderia encadear uma análise de grandes proporções. Então prefiro ao ouvir a pergunta dizer, "estou bem". O nível de bem vai depender do meu sorriso. S'eu responder séria quer dizer que estou preocupada. S'eu colocar o muito, não se preocupe, estou em estado de graça. E pra você, qual é a pergunta que se pensada seria complicada de responder?

Teimado por: Dulce





Segunda-feira, Julho 5



Provérbio Chinês



PROVÉRBIO CHINÊS


"Se o que te preocupa tem jeito, por que te preocupas? Se o que te preocupa não tem jeito, por que te preocupas?" Não te preocupes!

Teimado por: Dati





Sexta-feira, Julho 2







Bye, Marlon...


Uma morte nunca é branda. Nem a dele. Por mais Brando que fosse.
E nem era.
Era intenso.
Estava imenso, é verdade... Mas ainda, ele.
Ainda o mito.
Os olhos. O James Dean que chegou à maturidade.
À terceira idade. E se foi com 80.
Deixa saudades. Deixa uma fã aqui, em mim.


Teimado por: CoRa








Um cego em Paris


foto que fiz dia 26 de junho


Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego". Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. o publicitário respondeu:
"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras". Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em Paris e eu não posso vê-la".

Mudar a estratégia quando nada nos acontece pode trazer novas perspectivas.


PS: Recebi esta historinha por e-mail e não pude deixar de refletir sobre a maneira que dizemos certas coisas. Às vezes mudamos a intenção do que dizemos por não fomularmos bem o que queremos dizer. O negócio é pensar duas vezes sobre o que sai da nossa boca... ou do nosso teclado.

Teimado por: Johnny Mau





Quinta-feira, Julho 1



01/07/2004...

Julho...
O tempo tem voado...
Quase um ano e 4 meses (definitivamente) longe de Porto Alegre...
Esse tempo todo me procurando numa cidade que me ataca e me deixa apavorada nas ruas tão movimentadas quanto as de lá, mas menos, muito menos, bonitas...
Longe do frio que gosto de sentir e do sol absurdamente quente de verão...

Ontem fiquei pensando nesse tempo que estou em Campinas...
Sem emprego, "sem" família...

Me lembrei de tantas coisas...
Da carinha dos meus pais e do abraço da minha irmã quando entrei pra sala de espera do meu vôo...
Da felicidade da minha pulando no colo do meu pai em setembro quando fomos vê-los...
E lembrando de tudo isso, lembrei de coisas da minha infância...

Dentre tantas coisas, pasmem, lembrei da panela de tampa azul onde fazíamos pipoca...
No momento que lembrei, ri...

A panela era "bojudinha", como chamamos ao menos lá pelo Sul...
Era gordinha em cima, tinha uma cinturinha e voltava a ser gordinha em baixo...
De alumínio!
Naquela época pouco existia panelas pretas.
A tampa era "azul calcinha" e com o tempo foi sumindo o azul...
Sempre muito bem areada (é assim que se escreve?)... Talvez por isso o azul fosse sumindo...

Mainha, a que deixava a panela mais bonita, embora eu muitas vezes tentasse arear como ela, pegava um pelo pescoço caso pipoca fosse feita em outra panela...

Lembro que eu queria aquela panela pra mim...
Ela era grande e aquele formato gordinho era demais!

Meu irmão, quando foi morar sozinho pela primeira vez (depois vieram milhares de tentativas como aquela), levou a panela...
Ele não tinha enxoval, afinal, ele era solteiro (embora eu tenha feito chá de panelas pra ele), então levou a panela com ele...

Nunca mais vimos a panela! rs
Acho que foi a preguiça de arear a bojudinha... Coisas de aquariano...
Mas ontem me lembrei dela...
E acho que vou lembrar sempre...
Principalmente quando meus filhos perguntarem: "mãe, onde faço pipoca?"...

Uma dose de melancolismo pra mim...



Uma ótima semana a todos...



Teimado por: Rubia Padilha