Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida. O mito da cabra, símbolo da vitalidade, do animal que dá o leite e que alimenta, é a natureza que tudo dá em abundância.
Por sua natureza animal, é persistente, suporta as florestas e não costuma desistir antes de atingir seus objetivos. A figura mitológica meio bode, meio peixe, simboliza o ambiente interior, marinho, sereno, que se fortalece e se exterioriza no ambiente das montanhas. É o encontro da profundidade com a altura, simbolizando a perseverante subida em direção à Luz.
(baseado em texto de Ângela Brainer)
Li no outro dia no Playground dos Dinossauros uma lista que a Gláu (que escreve lá as quintas feiras) fez de suas recordações de infância. Tipo Coisas que nunca vou esquecer. Resolvi fazer a minha. Adoro este tipo de lista.
1. Das matinês de filme duplo que meu avô materno nos levava no Cine Pirajá (antigo cinema em Ipanema). Normalmente eram filmes de gladiadores e coisas assim. Eu adorava.
2. Dos retornos, a pé, do Clube Flamengo para casa, depois da aula de natação, em que meu pai brincava fingindo que estávamos dentro de um carro, para nos distrair e a distância parecer mais curta.
3. Das gemadas que minha mãe me obrigava a tomar quando eu tinha competição de natação. Ela dizia que me deixariam mais forte mas eu detestava gemada.
4. Das figas de guiné presas em meu maiô de natação. Minha mãe era muito superticiosa e achava que se eu fosse treinar ou competir sem a figa em meu maiô algo muito ruim me aconteceria. O estresse de "onde está a figa?" sempre acontecia...
5. Das gravações dos capítulos das novelas que eu perdia (devido aos treinos). Minha mãe fazia as gravações em um gravador k7 mudinho. Como eu sonhava nesta época com algo que viria a ser anos depois o vídeo K7.
6. Das brincadeiras que fázíamos de estátua no pátio da escola (colégio de freiras) quando tocava o terceiro sino (que tinha como objetivo que todos ficassem parados).
7. De como era fácil entrar e sair dos prédios de amigas pois eles não tinham nem grades e nem porteiros eletrônicos.
8. Das férias de verão todos os anos em Teresópolis junto com tios e primos.
9. De minhas brincadeiras com os lápis de cor em que eu os transformava em uma espécie de bonecas e criava até família de cores (família dos vermelhos, família dos amarelos etc).
10. Dos filmes da sessão da tarde na tv e dos seriados, Batman, Super Homem, Papai Sabe Tudo e National Kid (descobri a pouco tempo em uma locadora um dos episódios e revi e como eram mal feitos os efeitos especiais - rs
Essa foi uma semana agitada, noivado do meu irmão, problemas domésticos, e de quebra fomos assistir "O dia depois de amanhã". O filme serviu para reflexão, todos somos responsáveis, não somente americanos por não evitar a poluição, devemos cuidarmos devidamente da nossa floresta. Houve uma reflexão para o protocolo de Kioto e a hospitalidade dos mexicanos. Vale à pena assistir, o caos climático é uma preocupação inerente a todos os povos do planeta.
O mundo tem que se preparar para alguma mudança de comportamento, antes que a natureza resolva tomar de volta tudo que tiramos dela todos esses anos.
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Suely
Sábado, Maio 29
Estou triste, mas não é uma tristeza bonita, não pode virar música, nem poema. Não é uma tristeza que dê Ibope, não pode então virar novela. Não é uma tristeza nova, nem mesmo original, muitas dessa já vieram. Não é uma tristeza forte, não tem como virar lágrima. Não é também tristeza fraca que possa se tornar sorriso. Não é tristeza boa que possa ser generosa, nem sequer é tristeza má que possa se tornar raiva.
É só uma tristeza, mais uma, que ninguém se interessaria.
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G.H.
Sexta-feira, Maio 28
Bom, eu queria pedir desculpas por aparecer aqui só no finzinho do meu dia de postar.... E de alguma forma me justificar (capricornianos adoram dar sólidas justificativas para as suas gafes... rs...) explicando que minha casa está em reformas! Daquelas que começa com uma pintura externa de manutenção e se torna uma cruzada de segurança e renovação estética! Estão por favor me dêem um descontinho, ao visualizar, tão somente esta foto da minha sala... Dá pra sentir o drama? Então relevem e ... até semana que vem EM DUPLA com o meu querido Johnny Mau! - agora sócio das sextas! :o)
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CoRa
Quinta-feira, Maio 27
Domingo à noite fomos no cinema assistir "Como se fosse a Primeira Vez"...
É incrível como eu, que não gosto de filme comédia, me identifiquei com aquele filme...Identifiquei aoponto de acreditar que aquele filme foi escrito por um capricorniano que pôs, em cada um dos personagens, um pouco do nosso jeito (e não, não tenho provas do que o que estou falando aqui é verdade)...
O filme, como já disse, é uma comédia, mas sabe comédia que faz realmente rir? Então, é desse tipo! Uma comédia que creio somente um capricorniano poder fazer já que somos os "reis" de humor com classe. Uma comédia que não nos faz parecer bobos em frente uma tela e que não brinca com nossa imaginação.
O filme também traz o amor de uma forma bonita de se ver... Eu mesma fiquei com os olhos cheios de lágrimas do início ao fim praticamente (sim, eu estou exagerando)...
É um amor verdadeiro...
Por partes (desculpem-me quem ainda não viu o filme):
O Henry Roth (Adam Sandler) que é o que faz o mocinho do filme o tempo todo apaixona-se pela Lucy Whitmore (Drew Barrymore) de uma maneira tão verdadeira que nem ele entende direito. Ele, acostumado a correr de amores que possam ser verdadeiros (características de que signo?) não consegue passar batido do amor dessa menina. Bom, ela, a Lucy, sofre de amnésia e recorda-se de tudo até antes do acidente sofrido, entretanto, a cada dia depois que dorme, apaga-se a memória dela do dia anterior, criando, assim, uma nova página de vida (um dia após o outro lembra-nos que modo de vida? O dos capri, não?). Ela também fica apaixonada pelo Henry! Só que o detalhe é que no dia depois ela não lembra nem mais quem é o homem! Então isso o obriga a decidir: continuar ou não amando Lucy, afinal, é praticamente impossível fazer esse amor dar certo! PRESTEM ATENÇÃO! O "impossível" pra ele torna-se questão de honra, inclusive por que já ama Lucy a ponto de fazer tudo pra poder ficar com ela! Que signo mesmo faz e acontece, mas não deixa que a palavra "impossível" chegue perto de suas vidas?? BINGO! E que signo mesmo fecha os olhos pra tudo que pode ir contra ao amor que esse acredita ser verdadeiro?? Tenho ou não tenho razão?? Continuemos...
Luta daqui, luta de lá, eeeeeeee! Ele consegue, enfim, mostrar a verdade que todos tentavam esconder de Lucy anos seguidos (mostra de verdade verdadeira acima de todos os preços que possa pagar) e, sendo assim, a moça começa a namorá-lo. Apaixona-se por ele diariamente (o que, assim, faz existir uma pequena rotina digna de nós capricas) e de uma forma diferente a cada dia (o que, assim, faz deixar de existir a rotina que nós, capricas, não gostamos tanto assim)... Todos viveram felizes para sempre? Pfff! Que nada!
O diretor (capricorniano, consegui convencê-los já, né?) faz com que o filme fique um pouco mais emotivo nos trazendo outro possível "The End": ela diz que quer terminar! Que não acha justo vê-lo pagando e deixando os sonhos dele de lado por ela não conseguir lembrar o dia de ontem precisando, assim, de um cuidado especial diariamente! (quem, além de nós e, talvez os virginianos tem tanta capacidade de querer sofrer assim?) Deu! O cara sofre, sofre, sofre (daquela maneira única que sofremos) e resolve, então, seguir a própria vida num barco pra estudar o estilo de vida de sei lá que tipo de bicho! Acabou? Ainda não, mas estamos quase! Tudo teria esse fim triste se na despedida de Henry o pai dela não desse, através de um cd onde contém a música do casal, uma pista de que Lucy, a que possuí amnésia, lembra de Henry! Henry, sem pestanejar (com aquela maneira de ser firme no que quer digna de capricornianos), vira o barco e volta, sai correndo, desesperado em busca de Lucy que está, então, num hospital que, pelo que entendi, é próprio pra esse tipo de paciente que sofre de amnésias, chegando lá, depois de um pouco de conversa ele entende que Lucy, ao contrário do que imaginávamos, não lembra quem seja Henry, entretanto, sonha todas as noites com Henry e, logo que acorda, registra isso em quadros pra que, assim sendo, quando encontrasse com ele pudesse, de uma maneira ou de outra, mostrar que Henry foi e é importante na sua vida. (quem, além de nós, consegue deixar uma marca tão profunda numa pessoa a ponto de ser, realmente inesquecível?) Depois disso, eles se casam e vivem felizes pra sempre! Mas Henry, antes de dar bom dia, deixa uma fita que mostra à Lucy (temperamental como quem?) o que já viveram e o por que ela não lembra de nada. Ah! E eles têm até uma filhinha linda! :-) Que, por sua vez, também deve ser capricorniana!(por, mesmo novinha, conseguir entender o que a mãe dela passa e parecer tão madura, mesmo com tão pouca idade) ;-)
Desculpem a viagem! haha
Não resisti! :-)
Esse filme, realmente, é um dos melhores que já vi e me fez querer entrar nessa viagem toda! :-)
Aos que chegaram até aqui (mesmo através da barra de rolagem, sem ler o texto), um beijo grande e até a semana que vem! :-) Mas cuidado, acho que vou sair pra ver "O Dia Depois de Amanhã" ;-)
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Rubia Padilha
Quarta-feira, Maio 26
Tempo - uma lição de Saturno
Stela Brito - Astróloga
O que você tem feito com o seu tempo? Você é daquelas pessoas que está sempre dizendo "não tenho tempo"? Ou você tem tempo de sobra e não sabe utilizá-lo qualitativamente?
Na Astrologia, as questões de tempo nos remetem a uma reflexão de ordem saturnina. Saturno, o Senhor do Tempo, regulador e disciplinador, nos dá o limite e nos conduz a, persistentemente, consolidar as nossas ambições. É através do esforço e da perseverança gerados por Saturno que podemos sair da linearidade de nossas vidas para atingirmos a realização de nossas aspirações.
O símbolo gráfico de Saturno é representado com uma cruz para cima, num convite à elevação, a uma construção da psique, a um assenhorar-se. O caminho e o tempo usados para essa elevação exigem uma atitude de paciência e austeridade, pois para se chegar a colheita dos frutos, igualmente é requerido um tempo para preparar o terreno, adubando-o, plantando as sementes, deixando que se enraizem, florem e frutifiquem. É uma questão de perseverança e tempo.
Uma das muitas dificuldades para a realização das pessoas, está na impaciência de esperar, em dar o devido tempo para que as coisas aconteçam, amadureçam, ou seja, estejam prontas para a vida, é um outro aspecto relacionado com o tempo saturnino. Os ciclos de Saturno nos conduzem, através das cobranças e limites, a um grau de responsabilidade que pode muito bem ser expresso em saber bem usar o tempo.
Aos sete anos, quando acontece a primeira quadratura de Saturno, a criança já tem que cumprir pequenas tarefas e se vê diante de importantes restrições, que se acentuam na primeira oposição de Saturno, que acontece quando ela completa 14 anos, visto que, neste período, os regulamentos passam a ser mais constantes.
Aos 21 anos (Segunda quadratura de Saturno), as cobranças continuam e a pessoa se vê diante de disciplinas, limites, rigores. Aqui, a pessoa começa também a cobrar de si mesma. Mas é quando acontece o primeiro retorno de Saturno, entre os 28 anos e meio aos 29 anos e meio, que a pessoa atinge realmente o início da maturidade, com um grau de responsabilidade diante da vida, que continuará aumentando com o percurso de Saturno. Um outro ciclo se inicia até os 59 anos, quando então a pessoa está no auge da maturidade. E novamente outro ciclo começa. São ciclos de estruturação, sempre possibilitando o assentamento do ciclo anterior.
Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove participantes,todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.
Um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar.
Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás.
Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com sindrome de down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:
- Pronto, agora vai sarar!
E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos...
Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, "não eram deficientes espirituais..."
Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos... "
Recebi por e-mail e desconheço o autor, quem souber me avise, ok?
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Vipol BR
Segunda-feira, Maio 24
Olha eu Aqui outra Vez !
De Volta ao Rebanho (Dati)
Poderia dizer que fiquei meio perdida
Entre uma e outra direção
Poderia dizer que fiquei esquecida
Ou que não soube ver as placas então !
A verdade é que fiquei surtada
Com uma certa aversão ao computador
Não conseguia frente a ele ficar sentada
Tudo nele era desconforto e terror
Está bem... sou um tanto exagerada
Mas o que me dizem desta foto na estrada ?
Esta sou eu perdida e sem noção
De que caminho tomar ou para qual direção !
Enfim fui de novo laçada
E ao meu rebanho recolocada
Agora não me perco mais
Desta esquina não quero sair jamais
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Dati
Domingo, Maio 23
Meninos e meninas *rs, somos não? Estou às voltas com o noivado do meu irmão, consegui reservar um local que faz rodízio de crepes no flamengo, bom, pelo menos é criativo ;-). Difícil foi descobrir um enfeite para o bolo, semana passada comprei umas rosas de chocolate que foi comercializado no dias das mães e guardei no congelador. Agora farei um dietinha básica para poder me deliciar à noite. Vai ser um coisa simples, mas sabe que até isso dá trabalho? Vim desejar à todos um bom fim de domingo!
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Suely
Sábado, Maio 22
Chovia, estava frio, era uma noite de outono com cara de inverno. A rua estava vazia e o único som que era possível ouvir era o da própria chuva que estava caindo. Num canto da rua, agachado, via-se um ser, um homem de aparente meia-idade, cabeça baixa sobre os joelhos unidos, tremendo. Vestia roupas meio rasgadas, agasalhos que não pareciam aquecer muito e botas furadas que deixavam parte de seus pés calejados a mostra. Estava sob uma cobertura cheia de furos de uma papelaria fechada, tentando se proteger das gotas de chuva que passavam pelos furos da cobertura.
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G.H.
Sexta-feira, Maio 21
Ai, que friiiiio
O inverno já está aí. Podem dizer que é outono, que o meu corpo franzino e sem gordurinha pra proteger protesta e diz: Que outono, que nada! Estamos em pleno inverno! - É duro sair da cama de manhã...Dá vontade de beber coisinhas quentes, receber carinhos e beijinhos, mas sobretudo dormir abraçado... E eu fico pensando que faz muitos anos, que não acordo todo dia com a mesma pessoa do meu lado, olhando pra mim, me dando um abraço e dando Bom Dia... Acho que lá se vão uns 7 ou 8 anos... De lá pra cá meus namorados sempre moravam (moram) longe. E tem "aquela noite" assim, que você precisava tê-lo ali do seu lado e ele não está. Não porque não quer, mas porque não pode! A vida foi fazendo assim comigo e eu "quase" acostumei... Mas quer saber... sinto falta. Sinto falta de ficar me espreguiçando e de repente perceber que o outro já foi até a cozinha, fez café, e vem te trazer na cama... ai é tão bom, né? Acho que se me derem isso de novo, eu não deixo ir embora nunca mais!... :o)
Aqui no Capricorner temos notícias quentes pra aquecer os corações blogueiros! Depois da Fabiana que retornou ao seu posto de "escrevinhadora" das terças-feiras, agora foi a Dati que voltou à nossa esquina e deve estar de volta por aqui toda segunda-feira! Oba!!!! Xô friozinho, que a gente quer mais é calor humano!
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CoRa
Quinta-feira, Maio 20
Ida ao mercado
Ontem à tardinha resolvi que tinha que ir ao mercado...
A coxa e sobrecoxa (tem hífen?) que eu adoro estavam em promoção de 1,99 o quilo!! Fala sério, não tinha como não ir pegar um tanto pra mim...
Tomei um ultra mega banho, pus uma camiseta que tem a fotinho de um cachorro que eu amo, uma calça pescador preta (ainda usam isso, né?), uma das minhas trocentas meias brancas e meu tênis ultra mega batido, falei com o Di pelo tel e me fui ao mercado.
Quando dei o primeiro passo pra fora dos portões (como moro em casa de fundo tenho que atravessar 3 portões até encontraro asfalto), senti medo... Meu coração pensou em sair pela boca, mas consegui segurá-lo e dar o primeiro passo... Os outros vieram como consequência... Que alívio de conseguir dar mais que um passo... Desde que vim pra Campinas perdi o costume de ir sozinha a qualquer lugar que seja, e ontem tinha que ir por que até o Di chegar o mercado já teria fechado e não queria perder a promoção... Primeira travessa de rua que passei, levei um susto do caramba com aquele carro vindo tão rápido em direção a mim... Total desatenção! E sim, eu tive aquelas aulinhas da primeira e segunda série que as professoras nos pegavam pelas mãos pra nos ensinar a olhar pros dois lados antes de atravessar... Continuei... Decidi ir por um caminho que acreditava ser mais curto... Dei uma caminhada um tanto quanto rápida pra poder voltar logo... Minhas coxas sentiram o cansaço da subidinha que tinha pelo caminho mais curto... Cheguei no mercado, ufa! Peguei um carrinho e entrei... Decidi na hora ali comprar coisinhas pra fazer um macarrão que o Di amaaaa que eu faça, passei voando entre as prateleiras, bufei na fila dos frios com a demora da atendente, catei 2,5 quilos da tal promoção, um pacote de feijão preto que só tem essa marca nesse mercado, o creme de barbear do Di ou ele me mata (ainda peguei o tipo errado! haha)... Passadinha no canto do mercado pra fazer as contas (só tinha 20,00 comigo e não podia dar o mico de passar desse valor na minha primeira ida ao mercado sozinha, né?), deu? Deu! Beleza, bora pro caixa... Entrei num caixa vazio (pra menos de 10 volumes que as mulheres só trabalham se têm menos de 10 volumes mesmo, será que elas ganham menos?), paguei direitinho e sai do mercado... O céu ontem passou o dia meio cinza, mas como vi que demoraria pra pensar em começar a cair a chuva, resolvi ir por aquele lado que eu acho que é mais longe pra poder passar na locadora... Adivinhem? Páh! Quase fui atropelada de novo, mas dessa vez foi culpa do cara que estava estacionado e resolveu começar sair entre um carro e outro e eu precisava passar e ele não me viu! Xinguei tudo e todos em pensamento e fui pra locadora... Como somos "ratinhos de locadora" é difícil achar um lançamento que nos chame atenção ou que não tenhamos visto ainda. Catei um lá que parecia ser mais ou menos bom (e nem era tanto, uma viagem total), fui do outro lado da locadora, peguei outro filminho pra hoje e dei oi pra menina do caixa que até nos conhece já, digitei a senha do Di (não precisei cadastrar a minha!) e peguei minhas sacolas e vim pra casa... Meus braços não estavam mais aguentando segurar tanto peso! De um lado o tal frango de 2,5 quilos, do outro uma peça de queijo, presunto, creme de barbear e um quilo de feijão preto... Dei uma descansada e fui... Senti meu celular tocar e achei que fosse o Di, não era ninguém e ainda por cima o ninguém fez eu deixar meu celular cair no chão! Juntei as partes dele, montei, vi que continuou funcionando e tomei o rumo de casa... Na volta lembrei que poderia ter comprado uma coca pra nós, mas nunca que eu iria voltar tudo aquilo com aquele peso todo nos braços... Cheguei em frente a casa, olhei pros lados, ri de mim mesma e entrei pra começar a fazer o jantarzinho pro Sol... Depois pensando nisso tudo ri e chorei... Ri dos meus micos (eu sou a mestra nisso) e chorei por pensar numa possível necessidade de sair novamente... Tenho que lutar contra o meu medo, disso tenho certeza... Tenho que lutar... Minha vida é uma eterna luta... Capricornianos... Poderiam facilitar às vezes, né? Mas adoramos dificultar! ;-)
Beijos e desculpem o texto enorme... :-) Até semana que vem, se Deus quiser e nenhum carro desejar vir contra mim! :-D
Ah!! Pra quem se interessa por receitas fáceis e gostosinhas, devo postar logo logo (assim que terminar de postar esse txt começo a escrever o outro) essa comidinha que fiz pro Di lá em casa... Digo: vale demais a pena, visse?! heheh
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Rubia Padilha
Quarta-feira, Maio 19
Na falta de coisa inteligente a postar...
Brincadeira que circula pelos blogs:
1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra-o na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.
"Sabia onde ficavam o Rio de Janeiro, São Paulo, Minas, lugares que me atraíam, que atraem a minha raça vagabunda e queimada pela seca," em Angústia de Graciliano Ramos.
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Dulce
Terça-feira, Maio 18
Tróia (???)
Fui ver Tróia ontem com meu marido.
Filmaço! Excelente direção, fotografia e efeitos especiais impecáveis e Brad Pitt pelado... pelo menos a bunda dele!
Para quem conhece a história, vem uma certeza num comentário: "Toda a guerra poderia ter sido evitada se Páris mantivesse o pinto dentro das calças..." - sutil, como só meu marido consegue ser. Mas, pensando bem...
Olá pessoal! Desculpa, não sou muito de poesia, gosto de falar mais das coisas terrenas, me preocupa o rumo de nosso país, a China que poderia ser um ótimo parceiro pois tem problemas semelhantes aos nossos, porém, estão desconfiados de nossa seriedade. Lemos nos jornais que a soja foi misturada à sementes, incrédula leio, pois acredito que esse país seria uma das nossas poucas chances de comércio. Por que não podemos agir certo nem com os outros? O brasileiro sempre diz que os melhores produtos são exportados (?). A miséria está aí, mas certas pessoas não ajudam a sair dela.
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Suely
Sábado, Maio 15
Perguntas
A História tem algum sentido em seu fúnebre desfile de guerras, massacres, inquisições, discriminação dos judeus, dos negros, dos índios, dos homossexuais, em guerra aberta contra tudo que é "diferente"? Como explicar que Jesus Cristo e Gandhi pregaram a mansidão, a paz, o amor ao próximo e foram assassinados? Por que uma figura como São Francisco de Assis não conseguiu instaurar uma fé na humanidade (seja qual fosse a religião) capaz de levá-la ao amor e sempre apenas rumo ao egoísmo e à destruição?
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G.H.
Sexta-feira, Maio 14
Maio em flor
Maio é um mês de transição. Um mês taurino que nos convoca a por os pés no chão.
Afinal do que andamos fugindo quando olhamos os defeitos dos outros e não percebemos os nossos próprios?
Porque nos ocupamos tanto com os problemas de outros casais, quando o nosso relacionamento não anda lá muito bem das pernas?
É certo criticarmos tudo o que vemos de errado lá fora, esquecendo que é a partir de nós próprios que as mudanças se dão?
Convido-os à reflexão neste fim de semana.
Trabalhemos mais as NOSSAS falhas e observemos melhor as virtudes ALHEIAS.
O mundo vai nos sorrir mais amigo. Nossa visão de mundo também vai mudar! :o)
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CoRa
Quarta-feira, Maio 12
imponderado
Ela está lá, do outro lado e olha para mim. Uma branca de olhos negros semicerrados com metade do rosto coberto pelos cabelos ondulados a altura dos ombros em completo desalinho. Veste uma camiseta azul, creio ser sua cor favorita. O nariz largo e os lábios grossos remetem uma descendência africana, os olhos longos lembram um pouco as índias, mistura.
Ela não sorri, não mexe, espreita-me. Ela, no fundo da sala, em frente a mim. Ela não tira os olhos de mim, sufocação. E eu, da janela, não consigo desviar meu olhar daquela mulher, de meio sorriso enigmático, a minha frente. Como está o céu? Como está a rua? Como estão as crianças dentro da sala de aula? Como estou? Meus olhos hipnotizados pelos dela, uma vida inútil até aquele momento de minha vida. Não posso nem olhar o restante da sala, só a parede ao fundo. Estou presa, irremediavelmente presa a um destino escolhido por ela. Quem é está feiticeira? Quem sou? E não consigo pensar em nada mais além daqueles olhos que chegam a minha alma.
Ao fundo sussurros são percebidos, pequenos barulhos que não chegam a uma consciência entorpecida por aquele olhar. Uma luz bate ao fundo, onde ela se encontra e, por trás de sua cabeça, um quadro negro sujo de giz a enfeitá-la. O que é ela? O que deseja de mim? Foi apenas um olhar e toda minha liberdade cessou, a minha vida mudou, prisioneira de mim.
São João está dormindo não acorda não, acordai... acordai... acordai João! Adoro festa de São João, no meu tempo era mais animado, dançávamos ao som das cirandas:
Mandei fazer uma casa de farinha, bem maneirinha que o tempo possa levar, passa chuva, passa o tempo, passa o sol, só não passa o movimento do cirandeiro à rodar.
Só tenho uma tristeza, como era tímida nunca me chamavam para ser noiva, tinha essa fantasia de ser uma noiva num arraiá. Minha dificuldade com os garotos era tanta que quando escolhiam o meu par eu fugia dele dizendo que não iria dançar, eu chegava a ser ridícula naquele tempo, não mudei muita coisa não, mas a gente melhora com a idade ;-). A pescaria era o que mais gostava depois da fogueira.
Teimado por:
Suely
Sábado, Maio 8
Por falta de inspiração e por excesso de paixão pelos textos de Rubem Braga, me valho pelo: Recado ao senhor 903
Vizinho -
Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em que o senhor reclamava contra o barulho em meu apartamento. Recebi depois a sua própria visita pessoal - devia ser meia-noite - e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explicito e, se não o fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a Lei e a Polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita: pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito, a Leste pelo 1005, a Oeste pelo 1001, ao Sul pelo Oceano Atlântico, ao Norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 - que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o Oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago azul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão; ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde ele trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando um número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro do limite de seus algarismos. Peço-lhe desculpas - e prometo silêncio.
...Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: "Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou." E o outro respondesse: "Entra, vizinho, e come de meu pão e bebe de meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela".
E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.
Rubem Braga
Teimado por:
G.H.
Sexta-feira, Maio 7
QUANDO A GENTE SE AMA...
A vida ganha um novo momento, um novo ângulo, nova cor, até... quando a gente passa a SE AMAR mais. Porque enquanto a gente não se gosta, amar o outro vira uma válvula e receber amor do outro é quase impossível porque a gente não acredita merecer! Aprender a se amar não é uma questão de espelho (se bem que ele também ajuda!) é a gente saber ver o que temos de melhor e potencializar isso, ter orgulho -sem exageros- e cuidar daquilo que não gostamos em nós mesmos como pontos a trabalhar e melhorar. Quando a gente acorda, pula da cama e se sente feliz por ser quem a gente é... As coisas começam a andar melhor...
Não confundir aqui amor-próprio com vaidade, egoísmo ou outros desvios egocêntricos... Amor próprio é admitirmos o que há de especial em nós, é botarmos o que temos de mais bonito pra fora e não nos surpreendermos se alguém se apaixonar pela nossa pessoa. É nos dar o devido valor, sem perder de vista o outro. É crescer, o quanto é possível. E se abrir para o mundo.
Teimado por:
CoRa
Quinta-feira, Maio 6
Eliane Souza Leal
Esse é o nome de uma "grandeamigadepoucotempo" (daquelas que conhecemos e achamos que essa amizade é tão verdadeira que durará uma eternidade) que me fez sentir saudade ontem quando lembrava de algumas pessoas que passaram pela minha vida... Ah! Atendia também por "Lili"...
Menina baiana, filha de militar como eu, nascida em 78 (se não me engano era um ano mais velha que eu), leonina, morena, cabelo no ombro sempre, do quadril largo, namorou Luciano e, até mesmo, seu irmão (do Lú) Fábio...
Amiga daquelas que parecem tímidas, mas que, como Mainha diz: "dá o tapa e esconde a mão"... Fazia uma limonada suiça que nunca mais tomei algo parecido, de tão boa que era, tinha sempre pijaminhas a lá menininhas novinhos já que sua mãe (Tia Zil) os fazia (inclusive ganhei um num aniversário de 95 se não me engano que tenho até hoje! E olha que criei certa massa corporal daquela data até os dias de hoje)... Sempre metida em artes, éramos parceironas... Algo do tipo de "Thelma e Louise", sabem?? Trocávamos confidências secretas que continuam sendo secretas pra mim até hoje... Ela dava em cima dos meninas que eu gostava (na verdade isso aconteceu somente uma vez) e, mesmo assim, a considerava a melhor amiga do mundo...
Ríamos! Demais! Lembrei até da risada dela agora...
Ia pra casa dela assim que eu acordasse, ela ia pra minha assim que terminássemos os trabalhos de casa lá na casa dela... Estudamos juntos no único ano que fiz de Magistério... Ela tinha uma letra desenhada e trocávamos as folhas dos fichários pra que cada uma escreve pra outra as matérias passadas...
Não tínhamos entre nós aquelas trocas de carinho que normalmente existe entre menininhas, mas tínhamos algo que nos uniu muito: um caderno de confidências. Caderno de confidências onde confidenciávamos (!) tudo uma pra outra que não poderia ser falado... Lembro que juntamos dinheiro pra comprarmos aquele caderninho simples... Eu escrevia um dia e na hora que ela fosse lá em casa ela pegava e levava pra responder no período da noite que era o que corríamos menos perigo de alguém ler. Pegava de manhã quando ia lá ajudá-la a organizar a casa (já que a minha casa eu sempre organizava rapidinho com ajuda da Mainha)... Na minha casa o caderninho podia ficar junto com a minha agendacheiadeclipes, mas na dela não, tinha que ficar escondido dentro do guarda-roupa atrás de todas as roupas dela (Mainha sempre respeitou minha privacidade)...
Um dia estava em casa, sossegada... Lili, sabe-se Deus por onde andava... De repente Tia Zil bateu na porta forte e eu atendi sorrindo, como sempre, afinal, sempre gostei demais da Tia Zil e do seu arroz com minhoquinhas (nome dado por mim a um prato que ela fazia típico baiano com macarrão frito... mas aquele macarrão bem fininho, sabe? Então.) e sabia o quanto ela gostava de mim também. Ela me olhou com um olhar que, até então, no auge dos meus 16 anos jamais tinha visto... Um olhar brabo e de raiva... Me perguntou pela Mainha e passou pela porta estreita rumo à cozinha. Chegando lá, ela jogou na mesa da cozinha o caderno que eu e Lili escondemos bem por tanto tempo... É... Diante de algumas situações vividas com Lili, menina sapeca e de poucas palavras, ela resolveu futricar por todo o quarto da Lili num período em que estávamos estudando e descobriu nosso segredo... Ela perguntou pra Mainha se Mainha sabia de tudo que "aprontávamos" (nunca gostei desse termo usado) e Mainha, com uma serenidade jamais vista falou: "Sim, minha filha nunca me escondeu nada"...
Lembrei disso ontem quando me dei conta que domingo é Dia das Mães... Não sei dar "Feliz Dia das Mães" pra uma pessoa que sempre foi minha melhor amiga, mesmo sem eu ter percebido por um longo tempo...
Ela mentiu pra me proteger... Ela não sabia da existência do caderno, mas falou a verdade quando comentou que eu nunca escondia nada... Todas as nossas confidências guardadas naquele caderno passavam por ela antes por ela ser a pessoa em quem mais confiava e que muitas vezes me auxiliou pra ajudar Lili a seguir sua vida...
Saudades de Lili... Saudades do nosso caderno que nos protegeu do olhar malvado de muitas pessoas...
Mãe... Teu dia são todos os dias do ano, por que, pra melhor amiga, não há dia certo... Melhor amiga nos atende a qualquer hora e sabe que pode contar conosco a qualquer momento... Te amo! Acima de tudo o que essa vida nos trouxe, traz ou trará.
Até semana que vem. :-)
Teimado por:
Rubia Padilha
Quarta-feira, Maio 5
voltei e voltarei
Foi ao telefone que recebi a notícia aguardada. Meu destino está se desenhando logo a frente, irei embora dia 21 de junho. Neste dia deixarei esta vida aqui - e um pedaço meu para trás e seguirei o meu caminho.
Falta apenas um mês e meio. Tempo de despedir-se de quem também vai indo. Tempo de despedir do que ficará por aqui. Por mais que desejemos ir embora, dói ter que partir.
Porém a todo momento nos lembramos do calor da terra natal, das pessoas. Ontem mesmo falava, de como os brasileiros são nices. Ahhh, dá pra leva-se a sério com aquele calor... Por ora não tenho nada interessante a dizer, minha cabeça só pensa nisso, o tão sonhado retorno. Aguardem, em breve estarei em terra canarinha. Ueba!
Daqui há pouco chega o inverno, tem gente que ama essa estação mas eu confesso que não gosto nem um pouquinho. Acordo pela manhã com muito frio, e com aquele enorme medo da água fria, aí você pergunta...mas por que não esquenta? A realidade é que tenho que caminhar até o boiler para acendê-lo. Após tomar o banho, outro suplício, o frio percorre minha espinha dorsal até que eu vista algo quentinho, como um casaco por exemplo. Bom, então me preparo para calçar uma bota ou sapato fechado, nada daquelas sandalhinhas bonitinhas. Se o tempo estiver um pouco chuvoso eu nem percebo, saio faceira para a rua, ao chegar na porta me dou conta da chuva, volto para a casa e pego o guarda-chuva. Chegando ao trabalho tenho que arrumar lugar para o guarda-chuva que nessas altura está todo molhado e pingando, e para pendurar o casaco. ODEIO INVERNO! ;-)
Ai gente, muito fofo o cachorrinho aí embaixo :-)
Teimado por:
Suely
Sábado, Maio 1
Melancolia
Ás vezes é bom ficar em silêncio, ouvindo uma daquelas músicas nostálgicas, sozinho, no escuro, enquanto a vida acontece... Um olhar distante, além das pareces brancas, olhos com lágrimas que pensam em cair mas não caem, lágrimas, estas, de tristeza que não se sabe de onde vem e um meio sorriso de alegria que parece não existir... Um gosto de vinho suave combina também com horas como essa, dando uma leve embriaguez que nos distancia mais um pouco da realidade. Talvez, esse gosto por melancolia seja só meu, mas não importa, já são 2h da manhã, todos dormem, e eu estou aqui, sentado sobre os azulejos frios da sala, sozinho, olhando o nada, pensando em coisa alguma, enquanto a lua lá fora continua a crescer e as pessoas comuns descansam...
Falando nisso... Alguém mais por aí sofre do gosto pela melancolia?