Capricórnio simbolicamente está associado à subida da vida lenta e infatigável em direção aos picos da realização espiritual. A subida ao topo da montanha. Ele é lento, paciente e prudente nesta subida. O mito da cabra, símbolo da vitalidade, do animal que dá o leite e que alimenta, é a natureza que tudo dá em abundância.
Por sua natureza animal, é persistente, suporta as florestas e não costuma desistir antes de atingir seus objetivos. A figura mitológica meio bode, meio peixe, simboliza o ambiente interior, marinho, sereno, que se fortalece e se exterioriza no ambiente das montanhas. É o encontro da profundidade com a altura, simbolizando a perseverante subida em direção à Luz.
(baseado em texto de Ângela Brainer)
Minha Mãe ganhou da minha bisa quando casou (há quase 30 anos) uma colcha de crochê... Ela diz ser "amarelinha bem clarinha", mas para mim ela é branquinha branquinha... Bom, a cor dela acho que é o que menos importa, o que vem ao caso é que essa colcha era do tipo, na casa da minha Mãe, que quando ela colocava na cama ninguém poderia nem ao menos encostar (menos ainda se jogar como eu e os meus irmãos adorávamos fazer)... Ela (a colcha) só era posta em dia especiais por ser para família toda especial já que ali ninguém sabia (continua sem saber) bordar, sendo então, uma preciosidade quase rara na família... Quando chegava época de Ano Novo minha Mãe deixava tudo branco, desde as toalhas (de rosto, inclusive) até os guardanapinhos também de crochê (que ela comprava pronto de alguma amiga que sabia fazer) que ela usa na sala... Na cama, o óbvio: a colcha de crochê... Era lindo de se ver do corredor da nossa casa o quarto da minha Mãe com aquela colcha... Tenho a imagem viva disso aqui na minha cabeça... O que aconteceu foi que esse ano, embora não esteja lá no Sul com a minha família, tenho a certeza de que não foi posta a colcha... Como tenho essa certeza? Ela está aqui comigo... Quando comentei com meus pais que viria para Campinas morar com o Noivorido eles começaram a me ajudar a organizar o enxoval e uma das últimas coisas que a Mãe me deu foi a colcha... A emoção que eu senti em ela estar me "passando" algo que para ela eu sei que é valioso é indescritível... Hoje tenho aqui comigo uma questão: será que uso nessa virada de ano a colcha que acompanhou minha Mãe em quase 30 anos de casada, nascimento de 3 filhos (sendo um menino e duas meninas e uma delas sou eu!), possíveis brigas e reconciliações com meu Pai, momentos de desespero no final do mês quando o dinheiro acabava, mas de esperança quando ela sentia o amor da família inteira quando nos jogávamos na cama desrespeitando, assim, a norma de que naquela colcha não podia se jogar para não sujarmos? Admito que a primeira coisa que me passou hoje (31.12.03) pela manhã quando acordei foi em trocar todo meu conjunto da cama e pôr a colcha, sei que isso me levaria para mais próximo deles que estão pouco mais de 1200km de distância de mim, mas será? Ainda estou em dúvidas, mas quase levantando daqui e indo lá colocar, por que se essa colcha passou tanto enquanto estava com a minha Mãe e mesmo assim continua intacta, ela deve ser forte e possivelmente aguentará muito mais tempo comigo até para que eu possa, um dia, entregá-la à minha primeira filha...
Uma belíssima entrada de Ano Novo a todos vocês que compartilharam comigo nesse ano, nesse dia, nesse segundo, um pouco que seja da minha vida... Que Deus dê força e luz a todos para que os problemas venham até mesmo para que a maturidade chegue, mas que assim possamos acabar com eles... E PAZ, por que é isso que o mundo precisa...
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Rubia Padilha
Terça-feira, Dezembro 30
este ano prometo...
Tão comum quanto as simpatias, já faladas pela nossa querida Dati, é as resoluções de ano novo. Quem nunca prometeu mudar alguma coisa na entrada do ano que chega? Desde de começar o regime (também muito comum como promessa nas segunda) quanto começar a fazer este exercício (mas este ano eu prometo, até ganhei tênis novo para me animar). Mas passada as primeiras semanas de janeiro tudo é esquecido e quando o ano termina fazemos as mesmas promessas num círculo vicioso.
Ano passado segui o conselho duma amiga. Nós duas e mais um outra escrevemos num papel o que desejávamos para o ano de 2003 e lemos uma para a outra. Guardamos o papel para ser aberto no dia 31 de dezembro de 2003, ou seja, hoje. Enchi-me de coragem e abri o papel. Lá vi meus desejos cristalizados. Será que consegui cumprir pelo menos uma delas?
Acho que a entrada do ano tem uma magia, a magia do recomeço. Assim, acreditamos verdadeiramente que as coisas podem mudar. Mas depois, muitas das promessas são afogadas pela pressa do dia-a-dia. Outras são deixadas de lado por serem irreais e outras, por pura preguiça. Mas acredito em promessas de fim de ano (assim como acredito em papai noel) e todo ano faço as minhas promessas de fim de ano.
Falando de 2003, prometi que faria novos amigos. Reclamava do meu pequeno círculo de amigos e acabei os fazendo. Amigos aqui na net, amigos aqui neste lugar ermo. Fiz amigos. Falava em arriscar-me mais e não é que estou me arriscando. Até consegui falar um não para uma pessoa que gosto muito (sempre tive dificuldade de discordar das pessoas que gosto). E falava desta viagem ainda como algo bem longe e já estou aqui. Não, as resoluções não são vazias.Ok, eu não resolvi minha vida amorosa que é vivida aqui, mas com o coração a distância. Porém vejo uma possibilidade de resolução para o próximo ano. Então prometo novamente resolver minha vida amorosa, fica para 2004.
E para 2004, o que eu prometo? Prometo (além de resolver minha vida amorosa como já disse anteriormente) começar a fazer exercícios (mais um ano de promessa); prometo resolver minha vida; prometo voltar ao Brasil sabendo exatamente o que quero da vida, profissionalmete e amorosamente falando (lembrem-me de guardar este post para ver s'eu as cumpri); prometo arranjar um emprego; prometo ter tempo maior para escrever meus contos; prometo... Ah, eu prometo viver do jeito que der mesmo. E você, o que promete?
Feliz 2004 para todos!!!
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Dulce
Por falta total de tempo, aliás hoje é meu aniversário, vou postar uma crônica que uma vez recebi pela minha lista e achei bem providencial para ilustrar minha esperança para o ano que vai entrar.
Feliz Ano Novo!!!
Gatolândia
Existia o país dos gatos, a GATOLÂNDIA. O rei dos gatos, em função do aniversário de seu reinado, resolveu então fazer uma grande festa. Todos os gatos do reino foram convidados e a prova que mais exigia de todos era a "escalada do poste".
Era um poste muito alto e no alto, o prêmio... UM BALDE DE 50 LITROS DE LEITE. Aquele corajoso gato que conseguisse escalar até o alto do gigantesco mastro poderia se banhar com leite. Milhares de gatos compareceram ao evento, vindos de todos os cantos do reino e no dia, vários se inscreveram para a prova.
O primeiro a participar foi o gato gordo. Ele tomou uma distância curtíssima e muito negligentemente subiu no poste, não chegando nem na metade e, lá em cima ainda e já descendo, começou a blasfemar contra o Rei: "este Rei está louco. Ele colocou o prêmio bem alto justamente para ninguém conseguir. Ele está gozando de nossa cara . Se todos deixarem de tentar, o Rei será obrigado a diminuir o tamanho do mastro. Vamos desistir, é mais fácil." Alguns gatos se decepcionaram tanto com o Rei que começaram a ir embora com a cabeça baixa. Outros gritavam contra o Rei, palavras de desapontamento.
Neste instante apareceu um gato bem magrinho. Tomou distância aproveitando a bagunça gerada e correndo como vento, subiu no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito e, quando se preparava para a segunda tentativa, a maioria dos gatos gritaram para ele: "desiste, desiste, desiste!" Mesmo assim ele se afastou e, mais convicto do que a primeira vez, subiu rapidamente no mastro, com muita energia e convicção e, num esforço, conseguiu se balançar no topo, e aí sim, caiu no balde de leite.
A maioria dos gatos ficaram pasmos. Uns aplaudiram, outros comentavam sobre a proeza. Já o gato gordo, totalmente rendido pelo fato, foi imediatamente procurar explicação com o pai do gatinho que tomava aos goles o leite desejado e distribuía a todos com maior alegria pela conquista. O pai do gatinho, indagado pelo gato gordo sobre como e qual a razão pelo qual o gatinho havia conseguido o feito, respondeu:
- "Olha! Meu filho tem duas coisas que o motivaram. A primeira era a fome e a segunda é que ele é SURDO".
Para realizar suas metas, tenha "fome" de positivismo e seja surdo ao negativismo.
(Autor desconhecido)
Recebi pela minha catlist
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Vipol BR
Domingo, Dezembro 28
E você ? tem mania de que ?
Minha fé e minha razão me dizem que as superstições e simpatias para o fim de ano não fazem sentido, então porque a cada ano eu teimo em cumpri-las ? Não sei. O pior é que a cada ano que passa fui acrescentando novas manias as que já tinha e em meus 46 anos elas não são poucas e tem mais... insisto para que toda a família as cumpra (ao menos os que passam o ano novo comigo).
Este ano resolvi pesquisar a origem delas e descobri de algumas. Achei que poderia descobrir coisas interessantes nesta pesquisa mas só descobri a origem mesmo e nada que explicasse o porque.
Entre as várias simpatias que li eu só quis colocar algumas que faço e evitei ler outras por muito tempo (ou acabaria acrescentando mais alguns itens a minha lista).
Comer 12 uvas verdes na virada do ano: Esta é uma simpatia que sempre desagradou meus filhos pois sempre acharam as uvas verdes amargas nesta época do ano, mas por insistência minha acabam comendo as 12 uvas. Descobri que a origem desta simpatia pode ser Espanhola pois lá há esta tradição associada a uma troca de presentes. O objetivo na Espanha é a felicidade aqui acho que é não faltar dinheiro.
Comer lentilha dia 1º: Esta pra mim sempre foi tranqüila pois adoro lentilha. Comer uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fartura à mesa. Descobri que a origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes. Faz sentido já que esta simpatia conheço desde criança e justamente através da parte italiana da família.
Usar roupa branca: Este hábito parece que é um dos mais recentes no Brasil e foi assim assimilado com a popularização das religiões africanas. O branco representa luz, pureza, bondade.
Entrar com o pé direito: Não chego a ficar pulando em um pé só como andei lendo mas fico com o pé esquerdo levantado para que só o direito esteja no solo. Minha intenção é obter sorte ao entrar o ano com o pé direito e pelo que andei lendo nas pesquisas que fiz isso surgiu porque a Bíblia diz que tudo que está a direita é bom. Será ?
Um Feliz 2004 pra todos mas só não deixe de me dizer... E você ? Tem alguma superstição ou faz alguma simpatia na virada do ano ? Me conte !
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Dati
Sábado, Dezembro 27
Felicidade e Prosperidade em 2004.
Li um provérbio que dizia mais ou menos assim:
Um chinês foi ao cemitério e colocou arroz no túmulo de um parente, um amigo observando aquilo disse: - Você acha que o morto vai comer arroz?
Então o chinês respondeu: - Nem o seu vai cheirar as flores!
Devemos respeitar as diferenças, porque elas existem, inclusive nas pessoas do mesmo signo. Eu por exemplo, tenho ascendente em touro que segundo informações tem relação com a parte materialista, não que seja obsecada por dinheiro, acredito que possa ser mais no sentido do trabalho, pois nesse quesito acredito ser dedicada. A lua em gêmeos me confere o lado não sentimentalóide, a cabeça age primeiro, depois o coração.
O ano de 2004 vem surgindo, e como os tempos andam difíceis, creio que sempre estiveram, é o nosso grau de percepção que está provavelmente mais apurado, para amenizar esse quadro, aí vão as leis do sucesso, segundo Chopra:
Lei da potencialidade Pura - É o conhecer-se que reside na capacidade de realização de todos os sonhos. Para aplicar essa lei é preciso reservar um momento do dia para ficar em silêncio, para apenas ser. Deve-se fazer uma meditação silenciosa, esvaziando a mente, 30 minutos pela manhã e 30 à noite. É igualmente importante destinar um período do dia para comungar com a natureza e observar em silêncio a inteligência que há nas coisas vivas, assim como praticar o não julgamento, ou seja, evitar julgar as pessoas.
Lei da Doação - Lei do dar e receber, na medida em que o universo opera por meio de trocas dinâmicas. Funciona como doação constante de coisas simples (uma flor, uma oração, um incentivo) que irá fazer a energia circular. Deve-se também estar aberto a receber dos outros.
Lei do Carma ou da Causa e Efeito - Toda ação gera uma força energética que retorna a nós da mesma forma. Portanto, é preciso observar as escolhas e trazê-las para a recepção consciente. É fundamental perguntar-se sobre as conseqüencias de cada escolha, seguindo a intuição.
Lei do Mínimo Esforço - Na natureza a inteligência funciona com tranqüila facilidade e nenhuma ansiedade. Assim, podemos praticar a aceitação das coisas como são, assumindo a responsabilidade pela nossa situação. É necessário estar consciente de que todo problema traz em si uma oportunidade.
Lei da Intenção e do Desejo - A energia e a informação estão em toda a natureza. Para conseguir o que desejamos, devemos fazer uma lista de tudo o que almejamos e lê-la várias vezes ao dia. Aceitando o presente como ele é, o futuro se manifestará nas intenções e nos desejos mais caros e profundos.
Lei do Distanciamento - Para se conseguir algo, é preciso desistir do apego. Deve-se participar de tudo, mas com envolvimento distanciado. Transformar a incerteza em um ingrediente essencial da própria existência é outra possibilidade.
Lei do Darma ou Propósito de Vida - Todas as pessoas encarnam para desempenhar um determinado papel em sua existência. Assim, todos temos um talento singular e uma maneira única de expressá-lo. Podemos fazer uma lista dos nosso talentos e tentar descobrir outros, despertando nossas potencialidades.
Seguindo um pouco as leis de Chopra, poderemos deixar as coisas fluirem bem e obtermos prosperidade. "Ao contrário do que muitos pensam, todos nós temos direito à prosperidade. Junto com a riquesa material, porém, devemos desenvolver o autoconhecimento e a espiritualidade."
Feliz 2004 para todos vocês!
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Suely
Sexta-feira, Dezembro 26
Amor Capricornial
Como se não bastasse eu, Guilherme, ser o único varão desse grupo e único aborrecente, atrevo-me também a fugir do assunto natalino e postar sobre um "semi-tabu" para os capricornianos: o amor. Nós, cabras da peste que somos, temos uma estranha mania, que talvez a astrologia explique, de ter medo desse tal amor, medo do turbilhão de sensações e sentimentos que nos aflige quando estamos apaixonados por alguém, medo de perder o controle de todas as coisas que conseguimos com árduo trabalho, medo de perder o controle de nós mesmos.
Talvez, eu possa ser um ótimo exemplo desse medo estranho, afinal, como homem machista (como todos os demais) e capricorniano teimoso, sou covarde o bastante para ter medo da demonstração de sentimentos, de se abrir a alguém que mal se conhece, de deixar a razão de lado para se deixar levar pelo coração. Porém, quando se está apaixonado, não adianta resistir, damas ou varões, capricornianos ou não, somos todos arrastados por um caminho sem volta: o caminho "de l'amour".
"Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o 'preto no branco' e os pingos nos 'is' a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos" Disse João Gilberto certa vez em seu texto Mudanças. Mas, como diz uma companheira daqui, nós, capricornianos, envelhecemos cedo, ou talvez já nasçamos velhos, talvez, isso ajude a morrer lentamente...
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G.H.
Plantei uma árvore e ela, mesmo já adulta, resistiu...
Pois é... Que medo nos dá o dia seguinte... O tal dia que vem depois dos grandes eventos: formatura, casamento, inauguração, Natal, Ano Novo... O medo é do futuro, da não-continuidade, da perda, do -"e agora?". Pois eu chego ao Capri Corner num desses dias. O dia seguinte ao Natal. Nos emocionamos, nos presenteamos, nos prometemos mais amor, mais atenção, mais tempo e dedicação... e, será possível? Não sabemos, mas acreditamos que sim. O pinheiro de Natal, ou o cedrinho, arrancado de seu solo original e colocado no grande vaso, pede: "cuidado com minhas raízes, lembre-se que preciso de espaço, água e sol..." e se o quisermos por perto, por um tempo além das festividades, teremos que cuidar bem dele! Pois quando eu trouxe no ombro a árvore da nossa Esquina, tomei muito cuidado. Quero-a saudável. Porque plantamos mais que uma árvore aqui. Plantamos uma idéia. Uma união. Conversamos, discutimos, opinamos, rimos muito... e aqui estamos! Suely, Dati, Fabiana, Dulce, Rúbia, eu e o Gui estaremos aqui "eternamente enquanto dure" o germinar desta semente capricorniana. E como somos pra lá de teimosos...hehe...há de durar muito! Pois nossa árvore tem essa carinha assim ressentida porque toda planta que vai para o vaso saída da terra é assim. Mas ela resistiu. Soube esperar até o dia certo pra ser colocada na sala, diante das visitas, e aí está, acreditando, no que vem depois. Depois do aniversário, depois do casamento, depois da grande abertura... depois do Natal! Estarmos presentes e de mãos dadas é um dos nossos presentes de Natal a nós mesmos. Em muitas coisas parecemos, noutras somos diametralmente diferentes (nossos mapas hão de sugerir isso a vocês) e ao contrário do que muitos pensam, os capicornianos sabem se adaptar... Assim como o pinheirinho, ao seu novo habitat. Bem-vindos ao nosso canto, nossa esquina do desabafo. Se somos teimosos, assumimos. Mas dentre nossas teimosias todas, a melhor é a de lutar pra sermos felizes e acreditarmos no dia seguinte! É assim que seguimos. E convidamos a todos pra seguirem conosco!
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CoRa
Quinta-feira, Dezembro 25
É Natal, é Natal, lá lá lá...
E o ano está chegando ao fim... Esse ano corrido só me deixou respirar agora para que eu lembrasse que o Natal chegou, ou seja, lojas ficam entúpidas, as cidades cheias de "lampadinhas" esquecem da possibilidade do apagão, muitas crianças deixam de acreditar em Papai Noel ao verem seus próprios pais pondo o presente na árvore, as cestas de Natal das empresas passam a ficar com mais espírito natalino do que com ingredientes para usarmos, a Globo, na minha opinião, faz com que as propagandas fiquem a cada ano piores, o mundo todo (ou até onde eu tenha conhecimento) começa a pensar no branco da calcinha (ou amarelo para "trazer" dinheiro) para o Ano Novo...
Crianças na rua? Adultos doentes e sem assistência médica? Políticos corruptos? Que isso! É Natal!
Tudo fica bom e bonito (mas claro que barato não), as pessoas até esquecem que estão "de mal" uns dos outros para poderem participar do amigo secreto da família, aparecem várias mensagens encaminhadas no seu e-mail desejando que tudo seja paz (num mundo com Bush), luz (com a taxa da energia elétrica cada vez mais alta) e harmonia (com as pessoas convivendo cada vez menos umas com as outras)...
Sim, é a realidade! Mas é incrível como, ainda vendo hoje o Natal com olhos de "adulta", eu me emociono... Não acredito mais em Papai Noel, mas sinto como se visse ele andando no trenó dele com as renas (tem aquela do nariz vermelho, sabem?) no céu... Sinto aqui dentro uma força me fazendo acreditar que no dia 25 tudo vai estar diferente ou, ao menos, todo o sentimento que existiu na madrugada do dia 25 existirá no decorrer do mesmo... Fico feliz de abraçar a todos que eu conheço e dizer "Feliz Natal, que o Papai Noel te traga tudo que tu pediu", mesmo sabendo que muitas vezes o que as pessoas pedem ainda possivelmente não ganharão... Adoro quando, ao distribuir os presentes, a pessoa encarregada disso fala "Rúbia, esse é pra ti"... Amo andar pelas ruas e ficar olhando para todos os lados para ver os desenhinhos que as pessoas fazem nas suas janelas com os cordões de lâmpadas... O Natal e toda essa época ainda me faz sentir o que sentia antes de saber que o mundo não é tão bom como eu pensava ser... E como é bom lembrar do ano em que meu irmão ganhou aquela bicicleta azul antigaaaaa que foi o mesmo ano que eu descobri que o Papai Noel não existia, mas, mesmo assim, eu olhei para o céu para esperá-lo e o vi...
Feliz Natal a todos e até quinta-feira que vem, com a entrada do Ano Novo...
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Rubia Padilha
Terça-feira, Dezembro 23
eu odeio natal!
Véspera de Natal (que dia ingrato para postar) todos apenas pensam em Natal, naquele presente de última hora daquela pessoa esquecida mas não menos importante. Enquanto isso, eu tento animar-me e me juntar a massa. Não que não tenha boas lembranças, mas simplesmente não consigo pensar animada nos presentes que vou ganhar, na reunião da família, na boa humanidade a minha volta. Apenas penso, é Natal (que droga!) porque as pessoas não podem ser contaminadas por bons espíritos durante todo o ano, porque deixam apenas para o Natal (isso quando são contaminadas), porque tenho que enfrentar filas para comprar presentes, porque natal virou apenas presente, porque tenho que ficar em casa com a família.
Recebo o telefonema de aniversário de minha mãe que aproveita para falar do presépio que teve o carneirinho assaltado constantemente pelo doce ladrão do meu sobrinho, da ansiedade da minha sobrinha pela chegada de Papai Noel que trará o laptop dela porque este ano ela só pediu isso, da minha irmã que reclamou que este ano terá que passar com a sogra. Um segundo apenas e me dou conta que este ano estou longe de todos e que Natal será apenas uma data a mais no meu calendário onde não vou trabalhar, está frio pra caramba no reino do seu bush e por isso vou dormir muito.
Então começo a sentir falta das festas de fim de ano, da comida toda que minha mãe faz, do calor do Rio de Janeiro que torna insuportável comer toda aquela comida (mas continuamos nos empanturrando de rabanada, bolinho de bacalhau e peru) e ainda insistem em todas aquelas luzes enfeitando e aumentando o calor da cidade, da carinha dos meus sobrinhos ao ver cada Papai Noel na cidade, de estar atarefada em comprar presentes, de todas as festas que tenho que comparecer, até de ter meu aniversário comemorado meio rápido (porque podemos deixar para Natal).
No telefone minha mãe comenta, "este ano está como você gosta, pode fazer o que quiser no Natal, não precisa ficar em casa", "É mãezinha... e se eu pudesse escolher, escolheria ficar naquela mesa do jantar, falando dos natais passados, me empanturrando de comida". E só quando estamos longe e olhamos o passado é que nos damos conta... Ah, Natal! Lembro daquele que tia Maria (todas as minhas tias são marias) veio aqui... Ou daquele outro na casa da minha avó l'a no nordeste fugindo da igreja... Ou daquele onde recebemos a visita do mala do tio Ivani... Ou daquele onde minha querida Bê recebeu aquele presente errado e até hoje ela reclama do Papai Noel... Ou daquele que passamos sozinhas, com minha irmã viajando e comendo aquele monte de comida só para nós duas... "Ah mãe, foram lindos aqueles Natais!"
Feliz Natal a todos!
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Dulce
Segunda-feira, Dezembro 22
Atualmente poucas pessoas conhecem a história de São Nicolau que viveu há muitos séculos, apesar de ser um dos santos mais populares do Cristianismo.
A lenda do Papai Noel foi inspirada nessa pessoa verdadeira que viveu em Lycia, uma província da planície de Anatólia, sudoeste da Ásia onde hoje é a Turquia.
São Nicolau nasceu no ano 350 d.C. e viajou para o Egito e Palestina, ordenando-se Bispo.
No período de perseguição aos Cristãos pelo Imperador Dioclécio, ele foi aprisionado, ficando encarcerado por muito tempo. Mais tarde, Constantino, O Grande, ordenou a libertação de religiosos entre eles São Nicolau.
Nessa época ele já era bastante respeitado no mundo Cristão como protetor das crianças, marinheiros, escravos, pobres e presos.
A sua fama vem da sua generosidade com os mais desfavorecidos, em particular crianças que protegia com toda a dedicação e histórias de bondade e proteção aos mais necessitados. Assim, com o passar dos anos e com a ajuda que dava a todos, São Nicolau ficou para a história como um homem bom e generoso.
Depois da sua morte durante o século VI, foi sepultado em um Santuário onde mais tarde, no local, surgiu uma nascente de água e no século XI, em 1087, seus restos mortais e relíquias foram transladados para Bari na Itália e então ele passou a ser conhecido como São Nicolau de Bari.
Rapidamente o local se transformou num centro de peregrinação e a ele se associaram muitos milagres relacionados com a oferta de presentes.
Sua transformação em Papai Noel começou na Alemanha entre as Igrejas Protestantes, sendo o dia 6 de dezembro (dia de São Nicolau) a festa de troca de presentes.
Como o Natal passou a ser a mais famosa festa popular do mundo, a lenda de troca de presentes cresceu, sua popularidade aumentou e São Nicolau viu-se transformado em símbolo, estando diretamente relacionado com o nascimento de Jesus Cristo, já que o princípio de dar sem pedir em troca é também uma das máximas de Cristo.
O Papai Noel como o conhecemos hoje é o resultado da sociedade de consumo. A sua divulgação a nível mundial deve-se aos Estados Unidos, onde, em 1862, Thomas Nast criou a imagem do Papai Noel como a conhecemos nos dias de hoje. Em 1931, essa mesma imagem foi usada numa campanha de publicidade da Coca-Cola. Assim o Papai Noel alcançava a fama em todo o mundo.
"Santa Claus" Harper's Weekly, January 3, 1863.
A sua figura vive até os nossos dias como o Papai Noel, símbolo de dádiva, amor e fraternidade, principalmente entre as crianças...
Aqueles que deixam de acreditar no Bom Velhinho deixam para trás também a infância.
Lembro-me com saudades do tempo em que eu e meus irmãos ficávamos correndo pela casa em busca de algum sinal que mostrasse a vinda dele, mas meu pai sempre nos enganava, assessorado por minha mãe que ficava com a gente correndo de quarto em quarto.
Finalmente o grito de alegria vindo de um dos meus irmãos que indicava que o pratinho com rabanada deixado na janela havia sumido!!!
E lá estava! Um saco enorme cheio de presentes largado embaixo da árvore.
Essa mágica de criança trouxemos aos nossos filhos.
Até hoje nos reunimos embaixo da árvore, antes na casa da minha mãe e hoje na casa da minha irmã. Uma árvore grande e trabalhosa de montar que fazemos com nossas crianças. Primas e primos reunidos.
A noite de 24 para 25 de dezembro representa mais que troca de presentes para mim. Representa a nossa união. Tudo o que lutamos com tanto sacrifício o ano todo e no fim a alegria de testemunhar olhinhos brilhantes e atentos... gritinhos de ansiedade e alegria... expressões engraçadas de admiração ao ver o prato de rabanada vazio na janela.
É quando espalhamos um mar de caixas embrulhadas com papel de presente colorido pelo chão da sala!!! Conseguimos!!! Mais um ano que Papai Noel desceu do seu trenó e jogou aquele saco pela janela tão displicente que espalhou tudo para todo o lado!
Daí é só observar nossos filhos e agradecer a Jesus por ter nos dado essa oportunidade mágica que é a noite de Natal.
Feliz Natal !
Teimado por:
Vipol BR
Domingo, Dezembro 21
Cortando a Fita
Não precisam cochichar. Assumimos que nos inspiramos na idéia do Ponto G. Emini. Minha mãe (também capricorniana) já dizia (e diz) que "coisas boas e inteligentes merecem ser imitadas, os maus exemplos é que não". Damos o crédito inicial da idéia aos geminianos de Ponto G. Emini e nos entendemos como fruto desta idéia.
Quando a CoRa começou a caçar cabras, cabritos e bodes em seu blog eu já imaginava e desejava que fosse para algo assim.
Hoje é o primeiro dia do signo de capricórnio e nada melhor que este blog tivesse nascimento dentro do próprio signo e no mesmo dia que duas componentes aniversariam. Isso mesmo. Hoje é também aniversário da CoRa e da Dulce. Parabéns as duas e recebam todo meu carinho, dos outros capricornianos desta esquina e dos que aqui vierem.
Não saberia homenagear os capricornianos e as aniversariantes sem usar a forma que sei e gosto: a poesia.
Corto a fita vermelha e dou por inaugurado, em nome dos capricornianos desta esquina, o Capri Corner. Meus dias serão as segundas e espero ve-los por aqui.